PERICULOSIDADE

Em 1996, foi fundada a primeira Associação dos Motoqueiros do Distrito Federal e Entorno, por diretores do SINDMOTO/DF (Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Distrito Federal), Registro Sindical expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no ano de 2001, concedido diante da legitimidade da representação da categoria, e com este reconhecimento pelo órgão governamental responsável, em 2001 foi apresentada no Senado Federal pelo então Senador Mauro Miranda o Projeto de Lei nº. 6302, que reconhecia o trabalhador motociclista como um profissional de categoria diferenciada, em prol do reconhecimento fizemos varias mobilizações em frente do Senado Federal e Congresso Nacional, em manifestações pacíficas buscando a regulamentação chegamos a atingir mais de dois mil trabalhadores em duas rodas reivindicando o direito de serem reconhecidos como profissionais, após muitas discussões, desentendimentos  e impedimentos foi dirimido os impasses  e aprovada em 29 de julho de 2009, dando origem a Lei Federal 12.009/2009, nossa categoria espera a anos por este reconhecimento, o Distrito Federal reconheceu e regulamentou o trabalhador através da autorização do DETRAN/DF, seguindo as resoluções do CONTRAN Nº.  350 e Nº.  410.

Hoje o trabalhador motociclista independente das condições na chuva, no sol, de dia ou a noite, estão sempre prontos a desempenhar suas funções seja na entrega do remédio, o almoço, a pizza, o lanche e documentos sempre contribuindo para o crescimento  da economia local, o que e mais sagrado para o Motociclista Profissional, seu emprego sua renda e o sustento familiar, bem como sua participação e função ocupacional na sociedade produtiva, recebendo em contrapartida baixa remuneração e condições de trabalho desfavoráveis sem o devido reconhecimento dos préstimos oferecidos dignamente com mão-de-obra qualificada e a ferramenta principal que é sua motocicleta um bem próprio avaliado em mais de R$ 7.000,00 (sete mil reais), para trabalhar em um emprego que é mais utilidade publica, pois leva a encomenda na casa do cidadão enquanto o mesmo fica no conforto de sua residência.

Por não terem uma renda sustentável muitos trabalham em até quatro empresas para garantirem uma melhor renda mensal, e tem empresas que pagam com taxa de entrega, ou seja perigo eminente, quanto mais entregas rápidas mais ganham. Com certeza fica comprometida a velocidade permitida para a via, a qual, e desrespeitada diante deste condicionamento imposto sem atentar para a questão do deslocamento seguro, não se importando pela integridade física ou moral, deslocando-se em alta velocidade ou em caminhos alternativos em manobras proibidas pelo Departamento de Transito DETRAN.

Diante deste fato lhe restam arcar com multas oriundas destas manobras, e a grande perca é moral com comentários e reportagens que tiram o brilho dos serviços profissionais por nos oferecidos e que arranham a imagem da categoria perante a sociedade que sem saber como se dá estas questões, acabam sendo cúmplice de abusos e condicionamentos impostos quer pela empresa ou pela lei de sobrevivência, muitos trabalhadores motociclistas acabam pagando com a própria vida, sem outra opção, a não ser acatar estas normas as quais não cabe ao profissional decidi, e sim, cumprir, pois a oferta de mão-de-obra é grande em nosso País. Nossa entidade luta de forma incessante buscando promover cursos de qualificação profissional e fazendo campanhas para combatermos este equivoco taxativo de que todo motociclista, e irresponsável, além das tristes estatísticas de acidente de transito que envolve motocicletas, conscientizando sobre manobras de alto risco e alta velocidade para cumprir horários estabelecidos por empresários sem ética e desumanos, causadores de acidentes que a sociedade, não tem dimensão nem sabe o que leva um motociclista a sair em disparada pelas vias urbanas, culpando somente a ele, o executor do serviço. Já esta mais que comprovado que os motociclistas trabalham desta forma por simplesmente ganharem um salário injusto em relação à função que desempenham na empresa e na sociedade. o projeto de lei 2865/2011 após aprovado no Congresso Nacional será sancionado pela Presidenta Dilma Rousseff . Desde o ano de 2003 esperamos e sonhamos com a aprovação deste projeto de lei que Trata do Adicional de Periculosidade para o trabalhador Motofretista em todo o Brasil, em nossa busca constante por benefícios aos Motofretistas teremos esta como a maior vitoria já alcançada, e assim poderemos cobrar das autoridades competentes mais fiscalização e campanhas que visam à redução de acidentes envolvendo a Motocicleta Profissional e a reeducação da sociedade diante desta nova categoria diferenciada. Pedimos o apoio da Categoria e estamos a diposição do Motofretista no DF.

POR: ELIZALDO BOMFIM, Secretario Geral do SINDMOTO/DF

TEL: 61-3349-4861, 3034-5113, 9182-2557

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